Divina Revelação do Céu Parte-2

Publicado em 25/01/2012

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Cap-Três

Antes, Agora e Depois

E este ponto em minha visão, o anjo do Senhor come­çou a revelar-me coisas a respeito das quais anteri­ormente sempre tive curiosidade de saber. Ele começou a contar-me um grande mistério. Ele disse:

— Deus falou, e agora vou começar a mostrar-lhe, o antes, o agora e o depois. O que você vai ver vai causar-lhe uma grande excitação. Vou revelar-lhe o que acontece quando alguém nasce de novo. Você vai ver como os peca­dos de uma pessoa são lavados pelo sangue do Cordeiro, numa das salas de registros.

Ele disse ainda:

— Vou mostrar-lhe o que acontece quando alguém que nasceu de novo morre na terra e a sua alma vai para o céu. Venha ver a glória do seu Deus!Viajamos do céu para a terra em alta velocidade, e logo estávamos na terra. Eu podia ver tudo como se fosse uma visão, e o anjo me disse:

— Olhe, veja isso.

Tendo o anjo permitido que uma visão passasse di­ante de mim, vi uma bela igrejinha do interior. Não sabia onde aquela igreja se localizava geograficamente, mas sabia que era duma área rural, da roça.

Com o auxílio do anjo de Deus, foi-me permitido ver dentro daquele templo. Havia cerca de trinta pessoas sen­tadas nos bancos da igreja. O pastor pregava sobre a se­guinte passagem:

“Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu cami­nho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar”

(Isaías 55:6-7)

Enquanto via aquela cena, vi também um poderoso anjo sobre a igreja. O anjo ao meu lado disse:

— Há sempre um grande anjo postado sobre cada igreja. Ao seu encargo estão todos demais anjos da mesma.

ANJOS NA IGREJA

Dois anjos com livros ficavam do lado de fora da por­ta da igreja. Eu vi pessoas entrando e saindo da igreja. Então o anjo ao meu lado fez um movimento com uma das mãos, e eu pude ver dentro da igreja; era como se o telha­do tivesse sido retirado.

Havia um anjo de cada lado do pastor, junto ao púl­pito. Além desses havia mais dois anjos. Em volta do púl­pito eram quatro no total.

Havia dois anjos na parte do fundo da igreja, por detrás da congregação. Outros dois permaneciam a meia distância na nave, e na plataforma do altar mais dois. Portanto havia vários anjos na igreja, e muitos deles ti­nham rolos e penas em suas mãos.

— Quero mostrar-lhe o que vai acontecer agora — dis­se o anjo que me acompanhava.

O pastor começou a falar, e os introdutores começa­ram a levantar as ofertas. À medida que as ofertas eram recebidas, os anjos anotavam as atitudes das pessoas por darem. Eles anotavam os propósitos de cada ofertante — se eles davam de má vontade para o trabalho do Senhor, ou se eles ofertavam com alegria, numa atitude de adora­ção. Os anjos registravam tudo em seus livros.

Então os dois anjos grandes, da frente do púlpito, acenaram a cabeça para os outros anjos.

Tudo isso que acontecia com os anjos era completa­mente invisível para as pessoas da igreja, mas eu podia ver tudo claramente. Então o anjo me disse:

— Vou mostrar-lhe algo mais. Observe mais de perto, e você será abençoada.

De repente, era como se eu tivesse sido movida para trás do pastor. Quando ele estava pregando sobre o versículo 6: “Buscai o Senhor enquanto se pode achais invocai-o enquanto está perto”, eu vi um exército de seres celestiais dentro da igreja. Durante todo o tempo do cul­to, os anjos se regozijavam.

O ministro estava com muita unção na pregação da­quela mensagem. Um dos anjos derramava o que parecia ser fogo sobre a cabeça do pastor. A glória de Deus saía da boca do pastor.

No fundo da igreja uma porta abriu-se, e um homem muito embriagado entrou, cambaleando. Indo pelo corre­dor da igreja, ele disse:

— Eu sou esse cara para quem está falando, pregador. Eu preciso de Deus, eu preciso ser salvo. Sou um alcoólatra.

O homem ajoelhou-se na frente e começou a chorar diante de Deus. Dois diáconos vieram até onde ele estava para ministrar a ele. Colocando os braços envolta dele, perguntaram:

— Você está levando a sério o que disse? Você real­mente quer ser salvo?

— Sim, eu quero ser salvo — disse ele. — Eu sou um alcoólatra. Eu preciso me libertar.

UMA ALMA É SALVA

De repente dois anjos a mais apareceram. Eles ti­nham rolos nas mãos, e começaram a escrever o que o homem dizia. Então os diáconos passaram a dirigi-lo no processo de salvação.

Eu vi que aquele homem estava cheio de pecados. Entretanto, enquanto os diáconos oravam com ele, um dos anjos tocou no coração dele, e uma fumaça escura como nuvem de chuva foi expelida do seu tórax.

Quando eu vi isso, recordei-me de algumas das Es­crituras que falam sobre os pecados abomináveis que saem do coração:

“O homem bom tira do tesouro bom cousas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira cousas

“Mas as coisas que saem da boca vêm do cora­ção, e são essas que tornam o homem ‘impuro’. Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades se­xuais, os roubos, os falsos testemunhos e as ca­lúnias”

(Mateus 15:18-19-NVI)

Conforme o homem começou a orar a Deus com as mãos levantadas, vi enormes faixas negras que o amarra­vam completamente. Ele estava cativo por toda espécie de pecado, especialmente pelo vício do álcool e pela em­briaguez. Um diácono disse-lhe:

— Você tem de confessar os seus pecados a Deus, para que ele o perdoe, e assim você seja lavado no sangue do Cordeiro.

Quando ele começou a confessar os seus pecados, um anjo tocou nele. Eu pude ver que das mãos do anjo saía fogo. As faixas começaram a ser desfeitas, e foram rompidas.

Isso deu ao homem uma tremenda libertação. Ele levantou as mãos e adorou ao Senhor. Ele levantou-se, eeu pude ver a glória de Deus cair sobre ele. Sei que o Senhor fez com que ficasse sóbrio, porque ele começou a dar louvores a Deus.

Então os dois anjos poderosos olharam um para o outro e fizeram um sinal com a cabeça. Vieram, através do ar, para onde nós estávamos, e me disseram:

— Venha ver a glória de Deus.

DE VOLTA À SALA DE REGISTROS

Viajamos de volta para o céu, com os outros dois an­jos, com muita rapidez. Ao entrarmos pelo portal, desce­mos por um lindo caminho que parecia ser feito todo de ouro puro. Rapidamente fomos levados para uma sala maravilhosa. Então o anjo me disse:

— Venha ver o que fazemos aqui.

O longo corredor onde estávamos dava para muitas outras salas semelhantes àquela em que iríamos entrar. O anjo disse:

— Há muitas salas iguais a esta no céu. Elas cha­mam-se salas de registros. Você vai ver o que acontece nelas.

O anjo disse também:

— Vamos para a sala que contém o nome daquele que acabou de se converter na terra.

Naquela sala vi os anjos que tinham vindo da terra irem rapidamente a um outro anjo, passando-lhe o rela­tório escrito num rolo.

Várias escadas estavam encostadas nas paredes da­quela sala retangular. Havia prateleiras cobrindo todas as paredes, cheias de muitos e muitos livros. O que eu via fez-me lembrar das bibliotecas que há na terra.

Outros anjos, cantando e louvando a Deus, permaneci­am numa fila em frente a uma grande mesa. Ela tinha cerca de dois metros e meio de comprimento e um metro e vinte de largura. Uma peça talhada na forma quadrada estava no centro da mesa, a qual era revestida de ouro sólido. Era muito linda, toda esculpida de folhas e de frutas.

Era a mesa mais linda que alguém possa imaginar. Eu nunca tinha visto nada igual — nem mesmo um qua­dro que se assemelhasse um pouco a ela – na terra. Eu estava arrebatada com a glória e a majestade de Deus naquele lugar.

Os anjos subiam e desciam as escadas. Eles não pa­ravam de trazer livros das prateleiras e de levá-los de volta para os respectivos lugares. Alguns anjos encon­travam-se por perto com relatórios de outras partes da terra.

Observei que alguns livros nas paredes tinham to­nalidades diferentes de cor. Então vi dois dos anjos da­quela igreja na fila, com o livro que eles tinham retirado da prateleira. Este livro continha o registro da vida da­quele homem que nascera de novo na terra, conforme eu tinha acabado de testemunhar.

O anjo que estava comigo disse:

— Você está vendo os dois anjos que estavam no culto daquela igreja?

— Sim.

— Você está vendo o livro que está com eles? — Sim.

— Este é o livro que contém o relatório do homem que foi salvo agora há pouco. Eles retiraram esse livro da prateleira. Agora eles têm de ir até o anjo encarregado.

O anjo explicou-me que em cada sala de registros há um anjo encarregado. Tudo o que sai ou que entra naque­la sala passa por esse anjo. Tudo é feito em ordem, para a gloria de Deus.

Eu estava impressionada de ver todas essas coisas acontecendo. O anjo encarregado tinha um brilhante ador­no em sua cabeça, que está além da minha capacidade de descrever. Ele tinha um reluzente cabelo dourado, e usa­va um manto branco com muito ouro sobre o mesmo. Esse maravilhoso anjo tinha uma envergadura de asas de cer­ca de três metros e meio. Era o anjo mais lindo que eu tinha visto. Ele era o principal responsável pelos regis­tros daquela sala.

Então o anjo encarregado olhou para mim e fez si­nal para que eu ficasse a seu lado. O poder de Deus mo­veu-me, e num instante eu estava à direita dele.

Ele me disse:

— Foi-lhe permitido estar aqui para que você possa ver o que acontece quando alguém na terra nasce de novo. É para você relatar às pessoas da terra.

A maravilha daquele momento emocionou-me mui­to, muito além do que posso descrever!

MANTENDO REGISTROS

Enquanto eu observava tudo aquilo à minha frente, altos louvores subiam a Deus de todos os lados. Dava para ouvir claramente sinos tocando, embora não pudesse vê-los. Anjos encantadores, rindo sem parar, gloriosos, feli­zes, com livros em suas mãos, aguardavam a sua vez de falar com o anjo responsável.

Comecei a louvar e a glorificar a Deus de uma nova maneira pelo seu extraordinário poder e pelos seus atos gloriosos.

— Você está vendo os dois anjos que estão na frente da mesa?, — o anjo perguntou-me.

— Sim — respondi.

— Eles estavam presentes quando aquele homem nasceu de novo.

O anjo tirou uma mensagem do rolo; era como um marcador de livro. Não dava para ver o que estava escrito no papel nem no rolo.

— Olhe e veja o que está escrito aqui — disse o anjo, mostrando-me o papel.

A mensagem estava escrita de forma bem organi­zada, e era muito bonita. Vi o nome do país, o nome do estado, o nome da região, o nome da cidade e o nome da igreja.

O anjo ainda mostrou-me que estava escrito o nome do pastor e quantas pessoas estavam na igreja. Vi tam­bém a ordem do culto. Tudo devidamente escrito e re­gistrado. Havia também os nomes das pessoas que ti­nham participado do culto e detalhes sobre as ofertas recebidas.

O nome do homem cuja salvação eu tinha visto na terra estava registrado naquele papel. A mensagem do Evangelho do Senhor Jesus Cristo que foi pregada para salvar aquela alma e até mesmo a hora, o minuto e o se­gundo do momento em que ele aceitou Jesus — tudo esta­va escrito. Então eu gritei:

— Glória a Deus!

Quando o relatório chegou no ponto em que o ho­mem fez a oração do pecador arrependido e recebeu Jesus Cristo como Senhor e Salvador, o anjo encarregado olhou para os dois anjos mensageiros e perguntou:

— Vocês são testemunhas de que este homem nasceu de novo nessa hora e nesse momento?

— Sim, somos testemunhas, — disseram eles. — Está­vamos lá. Ele recebeu Jesus Cristo como Senhor e Salva­dor. Vimos tudo isso acontecer.

O ruído da glória, os louvores e os gritos aumenta­ram a ponto de atingir um clímax de deslumbramento. Todo o céu estava glorificando a Deus.

Então o anjo escreveu algo no livro que ele tinha a seu cuidado e o fechou. O livro era muito grosso. Ele me disse:

— Olhe para trás.

Olhei e vi muitas pessoas; eram os santos remi­dos, que vestiam vestes brancas, adornadas com muito esplendor.

O SANGUE DE JESUS

Os santos remidos do Deus Altíssimo estavam can­tando uma canção que dizia:

Oh, somente o sangue de Jesus

é que lava todo o meu pecado.

É somente o sangue de Jesus

que de todo mal me tem curado.

Oh, somente o sangue de Jesus

me lava e me faz purificado.

Eu fui remido, sim; por inteiro

salvo pelo sangue do Cordeiro!

Como pude observar, o livro daquele homem foi en­tregue para um daqueles santos que se regozijavam. To­das as páginas, uma a uma, de tudo o que estava escrito iam sendo lavadas. Eles levantavam cada uma das pági­nas, e eu pude ver que cada uma delas tinha sido lavada pelo sangue de Jesus. Nenhum pecado daquela pessoa permaneceu. Então veio à minha lembrança, a seguinte palavra de Isaías:

“Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas trans­gressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro”

(Isaías 43:25)

Pensei então: “Oh, Deus, como é bom saber que a tua Palavra ainda é atuante. Aquele homem teve os seus pe­cados lavados pelo sangue do Cordeiro.”

Vi que o livro foi passado para um outro anjo. Esse ser celestial tinha um cabelo longo muito bonito. O livro foi pos­to numa bandeja, que o anjo carregava. Os anjos se cumpri­mentaram uns aos outros e gritos de glória foram dados.

O anjo que me acompanhava disse:

— Venha ver a glória do seu Deus.

Comecei então a viajar com ele num passo muito rápido pelas passagens do céu.

O LIVRO DA VIDA DO CORDEIRO

Novamente me deparei com o trono de Deus. Meu querido leitor, lá havia trompas sendo tocadas, e trombe­tas soaram, bem forte. Uma nuvem de glória, a glória Shequiná, iluminou toda a área em volta do trono.

Houve muitos relâmpagos e trovões. Eu ouvia uma multidão de vozes dizendo: “Glória a Deus! Aleluia!”

Observei essa grandiosa cena, e vi o anjo colocar o livro sobre o altar de Deus e depois reverenciá-lo, incli­nando-se totalmente. A voz de Deus ressoou alta através do ar, mas compreendi cada palavra. Deus disse:

“Mais uma alma foi remida pelo sangue do meu Fi­lho. Mais uma pessoa recebeu a salvação eterna por meio do sangue do meu Filho.”

Todos os sinos do céu tocaram naquele momento! Todo o povo do céu gritava! Curvei-me e comecei a louvar a Deus.

Pude então ver o Livro da Vida do Cordeiro (Apocalipse 21:27) sobre o altar de Deus, e vi que mãos saíram da nuvem de glória e abriram o livro que tinha sido deixado pelo anjo. Então o nome daquele homem foi escrito no Livro da Vida. Glória a Deus! O nome de cada um de nós, que somos salvos por meio de Jesus, está es­crito no Livro da Vida também.

Eu ainda contemplava aquela cena grandiosa quan­do o anjo do Senhor me disse novamente:— Venha ver a glória de Deus.

Imediatamente eu fui retirada do céu com a veloci­dade da luz. Naquele momento em que me movia com o anjo, lembrei-me da seguinte passagem de Isaías:

“…dar-te-ei os tesouros escondidos e as riquezas encobertas, para que saibas que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te chama pelo teu nome. Por amor do meu servo Jacó e de Israel, meu escolhido, eu te chamei pelo teu nome e te pus o sobrenome, ainda que não me conheces.”

(Isaías 45:3-4)

O RIO DA VIDA

Na cena seguinte da minha visão, observei como o Senhor conduz os santos do Deus vivo através do Rio da Vida. Oh, o Rio da vida flui do trono do Cordeiro de Deus (Apocalipse 22:1). Quando os santos passavam pelo Rio da Vida, eu ouvi os seus gritos de “Glória a Deus!”

Então vi uma enorme multidão de santos, os quais estavam sendo vestidos com vestes tão brancas e tão ma­ravilhosas, jamais vistas por alguém na terra. Lembrei-me do que João escreveu:

“Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo:

— Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram?

Respondi-lhe:

— Meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse:— São estes os que vêm da grande tributação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no san­gue do Cordeiro”

(Apocalipse 7:13-14)

DIANTE DO TRONO

Foi-me dada a permissão de novamente ir diante do trono de Deus e testemunhar uma cena excitante e inspiradora. Ouvi o som das trombetas quando me achei diante do trono de Deus. Não tenho palavras para descre­ver adequadamente a emoção e o temor que senti.

Doze anjos estavam ministrando diante do trono, com vestes adornadas de maneira tal que não dá para descre­ver. O melhor que posso fazer é dizer-lhe que havia jóias encravadas no peitoral de suas vestes. Na parte superior da cabeça eles tinham um certo material celestial de co­res gloriosas. A orla de seus longos mantos era feita toda de ouro.

O ressoar das trombetas anunciou a chegada dos san­tos, que vinham, um a um, até a presença de Deus. Um incalculável número de santos, de anjos, e de seres celestiais compunha a imensa multidão. Todos eles glorificavam a Deus.

OS REMIDOS

Os remidos de todas as épocas eram gloriosos e be­los. Eles eram pessoas reais — não formações de fumaça ou nuvens flutuando no espaço.Para onde quer que eu olhasse, eu via os anjos lou­vando a majestade de Deus, sem parar.

Estando eu postada diante do trono, ouvi uma gran­de voz, que dizia:

“O tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus po­vos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus.”

(Apocalipse 21:3-NVI)

Então vi uma nuvem de glória cheia de relâmpagos, trovões e vozes. Quando contemplava tudo aquilo, vi a mão de Deus sair para fora da nuvem, passando a enxugar as lágrimas dos olhos dos santos. A Palavra diz que Deus “lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Apocalipse 21:4).

Ouvi Deus dizer:

“A morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas pas­saram… Eis que faço novas todas as coisas “

(Apocalipse 21:4-5)

Deus disse à assembléia dos santos reunidos: “Os seus nomes estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro. Sejam bem-vindos ao gozo do Senhor.”

Mais uma vez, um outro versículo das Escrituras veio à minha mente:

“Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.”

(Mateus 25:21)

Depois disso o Senhor colocou uma magnífica coroa de ouro na cabeça de todos os que tinham sido feitos santos.

Pude ver que as bênçãos de Deus continuariam a fluir para todos os remidos. E isso não teria fim!

Cap-Quatro

Depósitos do Céu

Creio que Jesus Cristo revelou o céu para mim, como o fez, a fim de dar-me uma compensação. Ele sabia que eu tinha passado pela experiência de muitas visitas ao inferno, e o que vivenciei lá tinha sido tão horrível que ele me deu a bênção de ver o céu.

Uma das minhas visitas ao céu foi para me serem mostrados os depósitos de Deus. O anjo do Senhor me disse:

— Venha ver a glória do seu Deus.

O anjo era alto e muito belo. Suas asas triangulares tinham as cores do arco-íris. Ele me disse que Deus lhe havia dado instruções, e que ele tinha sido designado para mostrar-me partes do céu.

Começamos a subir cada vez mais alto através da atmosfera e passamos de novo por uma das entradas do céu. Vi árvores frutíferas carregadas de belos frutos. Vi famílias vestidas com belos mantos, subindo e descendo por encostas de colinas, louvando a Deus.

O meio ambiente estava saturado das mais belas músicas que a gente gostaria de estar sempre ouvindo. As músicas celestiais são uma manifestação de alegria. É a evidência clara de que há felicidade, é a prova de que há alegria.

Já ouvi magníficos corais e grandes conjuntos que cri­aram e que executaram belas músicas aqui na terra. Mas, meu irmão, nada há aqui na terra que se compare com o esplendor e com a beleza da música e das canções de lá.

O céu era como uma sinfonia de música. Imagine, se puder, milhares de vozes perfeitamente afinadas, harmo­niosamente entoando melodias celestiais! Sem nenhuma dissonância! Tudo na mais perfeita harmonia!

Instrumentos de cordas proporcionavam um belo acompanhamento, juntamente com trombetas e outros instrumentos musicais. Todos em perfeita harmonia com as vozes dos santos remidos, os quais louvavam a Deus com uma alegria arrebatadora. Os sons dos instrumen­tos, assim como as vozes, tinham sido purificados e aper­feiçoados pelo poder do Deus todo-poderoso.

Oh, como foi glorioso ouvir os maravilhosos louvores dados a Deus. Vozes que são desafinadas ou sem qualida­de de timbre na terra cantarão belas harmonias no céu. Todos seremos felizes lá. Mesmo um coral com dez mil vozes aqui na terra ficaria apagado se comparado com a grande e eloqüente música executada na cidade celestial de Deus!

Hinos de louvor incríveis ressoavam pelas campinas celestiais e pelas ruas do céu. De tal forma fui tomada pela música que por algum tempo não consegui ouvir nem pensar nada mais.

Finalmente, o anjo me disse:

— Venha ver a glória de Deus.

Lembro-me de ir com ele por uma região de um gra­mado com uma relva tão verde que não dá para se imagi­nar na terra. Por lá havia enormes concentrações de flo­res em certas partes daquele gramado. As flores eram maravilhosas e assemelhavam-se um pouco com rosas. Cada planta tinha pelo menos uma flor composta de lin­das pétalas. Querido irmão, a sensação era de que as flo­res estavam cantando!

CAVALOS DO CÉU

Viajando com o anjo, passamos por um lugar em que havia belos cavalos brancos. Lembrei-me de ter lido no Apocalipse sobre cavalos e que Jesus virá um dia monta­do num cavalo branco, liderando os exércitos do céus, que também estarão cavalgando cavalos brancos:

“Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão ele mesmo. Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus;e seguiam-no os exércitos que há no céu, mon­tando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro.”

(Apocalipse 19:11-14)

Esses cavalos pareciam ser tão nobres quanto peças de xadrez de mármore. Eles assemelhavam-se a enormes estátuas como que esculpidas de grandes pedras, mas eram reais e estavam vivos. Seus cascos eram gigantes­cos. Eles eram totalmente brancos e tinham uma nobre postura.

Uma mulher vestida com um bonito manto estava sorrindo e falava com os cavalos, ensinando-os a dobrar os joelhos em adoração a Deus. Ao seu comando, todos ao mesmo tempo curvavam a pata direita e louvavam a Deus!

Pensei comigo mesma: “Oh, que lindo!” E lembrei-me de ter lido na Bíblia que toda criatura no céu e na terra dará honras e louvor a Deus:

“Por mim mesmo tenho jurado; da minha boca saiu o que é justo, e a minha palavra não torna­rá atrás. Diante de mim se dobrará todo joelho, e jurará toda língua”

(Isaías 45:23)

“Porque está escrito: ‘Tão certo como eu vivo, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus’”

(Romanos 14:11-NVI)

“Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda lín­gua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.”

(Filipenses 2:9-11)

“Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: ‘Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos’.”

(Apocalipse 5:13)

Paz, alegria e felicidade estavam por toda a parte. Eu podia ouvir as pessoas louvando a Deus.

De repente, o anjo que estava comigo desapareceu, mas ali estava Jesus. Ele me pareceu ter uma grande estatura, e usava um manto bem diferente das vestes dos demais.

Seus olhos eram penetrantes e belos. Ele aparentava ter uma barba muito bem feita e cabelos abundantes. Lem­bro-me de ter olhado para ele e de ter pensado que a ternu­ra do seu olhar era algo muito além da possibilidade de ser descrita. O encanto do nosso abençoado Salvador era ma­ravilhoso e ao mesmo tempo impunha um grande temor.

Tudo dentro de mim queria louvá-lo, adorá-lo e cur­var-se diante dele, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, Jesus Cristo. Ondas de glória e poder ecoavam fortemen­te em volta dele.

DEPÓSITOS DE CURAS

Observei que o olhar de Jesus tornou-se um tanto sofrido. Perguntei-lhe:

— Jesus o que é que há?

— Filha, olhe!

Ele acenou com a mão apontando para um edifício em que havia uma grande abertura. Dela glória e poder — ondas e mais ondas de poder — saíam em massa para fora. Voltei a perguntar-lhe:

— O que é isso, Jesus?

— Filha, dá para você ver as curas que há nesses de­pósitos?

— Sim, Senhor.

— Todas essas bênçãos estão à espera do povo de Deus. Os sofrimentos desta vida são de fato trágicos.

Quantas não são as enfermidades, as angústias, as defor­midades físicas e as doenças de todo tipo que fazem as pessoas sofrerem muito aqui na terra!

Você vê isso em toda a parte. Basta percorrer os cor­redores de um hospital ou de um ambulatório médico. Visite a enfermaria de doenças infecciosas, a ala de doen­tes mentais, as salas de atendimento de emergência, a unidade de terapia intensiva e qualquer outro lugar que dá atendimento a pessoas com fortes dores e sofrendo de terríveis aflições físicas e mentais.

As doenças decorrem da queda de Adão e Eva no Jardim do Éden. São uma das conseqüências do pecado. Alguns vêem as doenças como um transtorno, como uma tragédia da condição humana, ou como algo que faz parte da vida normal. Na realidade as doenças são maldições de satanás.

CURAS NO CÉU

A necessidade de cura é assustadora.

A doença é uma deturpação da vontade de Deus. Ela é um elemento estranho na economia de Deus. Não se origina de Deus e não provém do céu. O pecado origina-se de uma fonte maligna e não de uma fonte boa.

Quando chegarmos no céu, todas as doenças, enfer­midades e sofrimentos terão terminado para sempre. Pau­lo escreveu sobre a redenção final do nosso corpo:

“Porque para mim tenho por certo que os sofri­mentos do tempo presente não podem ser com­parados com a glória a ser revelada em nós. A ardente expectativa da criação aguarda a reve­lação dos filhos de Deus”

(Romanos 8:18-19)

O pior sofrimento físico possível nesta vida não dá para se comparar com a maravilhosa e extraordinária glória que será a vida futura. No céu, com um corpo per­feito, nós descansaremos em Cristo sem nenhuma dor fí­sica ou aflição. Ainda, Deus também quer que sejamos curados agora.

Um dos nomes de Deus na Bíblia é Jehovah Rapha, que significa “o Senhor é o que cura.” Ele fez uma aliança de cura com o seu povo. Ele prometeu a Israel:

“Se ouvires atento a voz do Senhor, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e deres ouvido aos seus mandamentos, e guardares to­dos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o Senhor, que te sara.”

(Êxodo 15:26)

Embora as doenças sejam parte da maldição do pe­cado, Jesus levou dos crentes toda maldição, por meio da sua expiação pelo pecado. As feridas e pisaduras que Cristo sofreu pagaram o preço do pecado. Ele tornou-se nosso Salvador. Contudo, o seu sofrimento foi mais abrangente do que apenas pagar o preço pelo pecado; a sua dor o credenciou e o autenticou como sendo aquele que nos cura!

“Mas ele foi traspassado pelas nossas transgres­sões e moído pelas nossas iniqüidades; o casti­go que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”

(Isaías 53:5)

“Cristo sofreu em nosso lugar… carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.”

(1 Pedro 2:21, 24)

A CURA É PARA HOJE

O ministério de cura de Cristo não cessou quando ele foi elevado ao céu diante dos discípulos. O livro de Atos dos Apóstolos é a continuação de “todas as cousas que Jesus começou a fazer e a ensinar” (Atos 1:1).

Jesus serviu de modelo ao exercer um ministério de cura quando esteve na terra, e ensinou que a cura é parte dos benefícios do Reino de Deus. Antes de retornar para o Pai, Jesus instruiu os discípulos a ir e curar os enfermos. Ele disse:

“Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; fala­rão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados”

(Marcos 16:17-18)

Jesus também nos disse:

“E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. Se me amais, guardareis os meus mandamentos.”

(João 14:13-15)

Jesus então desapareceu, e vi-me caminhando com o anjo pelos depósitos. Pensei: “São tantos depósitos, Senhor.”Senti Jesus falar ao meu espírito:

— Filha, quando você orar por alguém na terra, ore por eles em meu nome. Lembre-se de que não é você quem faz a cura, e sim eu. Peça-me para curar os olhos, ou as pernas, e eu o farei. Peça para eu endireitar pernas tor­tas, ou para curar corpos doentes, e eu os curarei. Tudo quanto você me pedir para fazer, peça em meu nome, e então eu o farei. As respostas a essas orações estão espe­rando nesses depósitos de cura.

Jesus enfatizou que as bênçãos nesses lugares são para o seu povo e para os pecadores da terra. Lembro-me de que ele disse que em breve virá sobre o mundo uma avalanche de curas.

Considerei as curas que já estão acontecendo na ter­ra, e então pensei: “Senhor, que maravilha! O senhor vai reparar o nosso corpo!”

A medida que envelhecemos, o nosso corpo começa a desgastar ou deteriorar. Isso é o efeito natural do pecado, e nunca estaremos inteiramente livres dessas conseqü­ências. Mas Deus não deseja que passemos nossos últi­mos anos acamados e inúteis. Ele deseja manter-nos ati­vos e produtivos. Jesus morreu para tornar-nos inteira­mente sãos.

Jesus Cristo, o Filho de Deus, derramou o seu san­gue para que pudéssemos ser salvos do inferno. Se cre­mos que Jesus é o Filho de Deus, temos esperança. A es­perança da nossa alma está em Jesus.

Jesus Cristo sofreu para curar o nosso corpo. O nosso privilégio, a nossa bênção e a nossa esperança para uma perfeita saúde e para o bem estar acham-se em Jesus.Meu irmão, há depósitos e mais depósitos no céu com bênçãos ainda não requisitadas. Elas estão aguardando serem requisitadas pelo povo de Deus pela oração com fé, e no nome de Jesus!

Quando ele estava na terra, o Senhor certa vez disse:

“Vou preparar-vos lugar.” (João 14:2)

O lugar que ele está preparando está no céu. É um lindo lugar de muitas coisas belas.

Enquanto dou o meu testemunho neste livro, falan­do sobre o céu, só de pensar a minha alma fica toda emo­cionada.

“Damos-te graças, Senhor, pela linda Palavra que deste a nós, seus filhos!”

Cap-Cinco

Ordem no Céu

O céu é um lugar em que todos têm o que fazer. Ele está cheio de atividades e de emoções. Os anjos es­tão sempre fazendo coisas, eles estão sempre envolvidos em proveitosos e laboriosos empreendimentos.

Um dos propósitos deste livro é contar a você que eu vi os anjos trabalhando no céu. Eles estão sempre felizes e alegres — nunca se cansam, nunca ficam tristes. Eles estão sempre louvando a Deus.

Os santos remidos estão também ocupados no céu. Eles sempre têm alguma coisa para fazer. Exatamente qual é o trabalho que os santos têm para fazer, eu não sei. Mas posso assegurar que ninguém fica ocioso naquele belo lugar.

Os santos ocupam-se com trabalhos que nunca reali­zaram na terra. Têm tarefas estimulantes, divertidas, todas com um propósito. Estão continuamente glorificando a Deus e fazendo o que Deus lhes ordenou que fizessem.

Quando vi os anjos voando para o céu de volta da terra levando os seus relatórios, eles provinham de toda parte do mundo. Eles tinham estado no culto de muitas igrejas e em muitas reuniões de oração.

Quando observavam o que se passava na terra, eles sempre tinham à mão papéis brancos que pareciam ser rolos, com margens douradas. Depois eles retornavam a certas partes do céu e compartilhavam os seus relatórios com outros anjos.

A POPULAÇÃO CELESTIAL

Numa determinada localidade do céu eu vi homens santos que vestiam um belo e glorioso manto branco. Ime­diatamente lembrei-me da seguinte passagem de Isaías:

“Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu Deus; porque me cobriu de vestes de salvação e me envolveu com o man­to de justiça, como noivo que se adorna de tur­bante, como noiva que se enfeita com as suas jóias”

(Isaías 61:10)

As pessoas que eu vi no céu tinham diferentes as­pectos e eram de todas as nações daqui da terra. As Sa­gradas Escrituras dizem:

“Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as na­ções, tribos, povos e línguas, em pé diante do tro­no e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mão.”

(Apocalipse 7:9)

Uma outra coisa que me deixou uma forte impres­são foi o fato do céu ser um lugar tão organizado. Tudo que vi ser feito era sempre feito de forma completa, ade­quada e com o mais elevado grau de excelência. Nenhum trabalho era de segunda classe; nenhum produto era de qualidade inferior; nenhuma atividade era medíocre.

Quando vi famílias andando pelas santas colinas do céu louvando a Deus, como era lindo o que eu via! A ale­gria e a felicidade que tinham não eram reprimidas e eram sem restrição. As pessoas pareciam estar sempre fazendo maravilhosos feitos na presença do Senhor.

Tudo o que era realizado, tanto individualmente como em grupos, era feito na mais perfeita ordem. O céu é completamente livre de impurezas e imperfeições. Tudo é literalmente perfeito. Todas as alterações e mudanças a que nos acostumamos aqui na terra são inexistentes no paraíso de Deus. Alegria perfeita e paz perfeita tomam o coração, a alma e o corpo de todos os que lá estão.

A PERFEITA ORDEM

Tudo o que acontece no céu é divino, em perfeita or­dem e tem um propósito.Tanto os anjos como os santos ocupam-se permanen­temente com um serviço excelente e alegre. Ninguém é ocioso. Ninguém se aborrece com nada. Os filhos de Deus, assim como os anjos e todas as criaturas celestiais o ser­vem de dia e de noite, eternamente.

Quando recebermos novos corpos celestiais após a ressurreição dos santos, nunca mais nos cansaremos, nem nos enfraqueceremos. Não mais saberemos o que é cansa­ço. O nosso corpo glorificado e sobrenatural jamais perde­rá o vigor. Na eternidade, o tempo está interrompido e as circunstâncias não poderão mais afetar a nossa mente, a nossa vontade ou mesmo o nosso corpo.

Para nos dedicarmos ao serviço e aos prazeres do céu, precisamos ter uma natureza celestial. E é isso que aconte­ce quando nascemos de novo — tornamo-nos “co-participan­tes da natureza divina” (2 Pedro 1:4), como explica Pedro:

“Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e vir­tude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da nature­za divina, livrando-vos da corrupção das pai­xões que há no mundo?

(2 Pedro 1:3-4)

A arquitetura do céu foi projetada e construída na eternidade passada pelo Deus eterno. Num certo local eu vi o que parecia ser um quarteirão inteiro da cidade do céu. As construções eram muito grandes, e na parte supe­rior de cada uma havia uma enorme coroa feita de muitas jóias, o que era impressionante.

Não sei quantas pessoas moravam naqueles esplên­didos edifícios, porque não entrei em nenhum deles. Mas eles são todos espaçosos e majestosos, muito além de tudo o que você possa ter visto na terra.

O pensamento que me veio à mente foi que as Escri­turas falam que, quando trabalhamos para Jesus aqui na terra, armazenamos tesouros no céu (Lucas 18:22). Lem­brei-me dos seguintes versículos:

“E os vinte e quatro anciãos que se encontram sen­tados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus, dizendo: ‘Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar. Na verdade, as na­ções se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra’.”

(Apocalipse 11:16-18)

“…porque grande é o vosso galardão no céu.”

(Lucas 6:23)

“E eis que [eu, Jesus,] venho sem demora, e co­migo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.”

(Apocalipse 22:12)

CARRUAGENS DE DEUS

Quando estávamos indo para uma outra região do céu, o anjo do Senhor me disse:

— Venha ver a glória do seu Deus.

O anjo mostrou-me então as carruagens de Deus. Suas rodas eram tão grandes que é até difícil descrevê-las. São salpicadas de diamantes, de preciosos rubis e de esmeraldas.

As carruagens tinham pelo menos duas rodas em cada lado. A parte frontal delas era baixa e aberta, como num trenó. Elas eram como que de fogo, mas nunca eram consumidas.

CORPOS DE QUALIDADE

A aparência de todas as pessoas que eu vi no céu era linda e glorificada. Ninguém apresentava cicatriz algu­ma, e todos eram sorridentes e elegantes.

Já ouvi algumas pessoas dizerem: “Bem, nós vamos ser apenas como nuvens de fumaça.” Não, você não vai ser como uma nuvem. Você vai ter um corpo e caracterís­ticas próprias,

A Bíblia nos fala que há anciãos em volta do trono:

“Ao redor do trono, há também vinte e quatro tronos, e assentados neles, vinte e quatro anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coro­as de ouro.”

(Apocalipse 4:4)

Os patriarcas no céu são belos santos de Deus que morreram e que foram antes de nós. Deus lhes deu vida eterna. Eu os vi como eles serão ao receberem o seu novo e glorificado corpo depois da ressurreição.

Meu irmão, a sua felicidade no céu será tão grande que hoje não dá para você nem mesmo imaginar. Enquan­to eu estava no céu, lembranças deste mundo ficaram dis­tantes. Lá não havia tristeza, sofrimentos e aflições. Lá eu me deleitava na alegria do Senhor e maravilhava-me com a sua beleza.

Não havia trevas no céu. Havia apenas glória, força e poder por toda a parte, especialmente mais perto do tro­no. O Rio da Vida fluía saindo do trono; era lindo e asse­melhava-se a um mar de vidro:

“Então, me mostrou o rio da água da vida, bri­lhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro.”

(Apocalipse 22:1)

Enquanto eu estava indo, o anjo me disse: — Venha ver a glória de Deus.

Fui levada pelo anjo, num passo muito rápido, para um lugar onde os altos louvores a Deus e a música pareciam ir aumentando em intensidade e em volume. Era a mais bela música que você possa desejar ouvir. Sons de alegria e gritos tomavam aquele lugar. O anjo me disse:

— Estamos aproximando-nos do trono.

E eu pensei: “Oh, Deus, como tudo é glorioso, como tudo é belo!”

QUANDO DEUS FALA

Quando Deus fala, doze anjos altos, cada um com mais ou menos quatro metros de altura, ficam em frente do trono. Como tocam as suas trombetas!

Belas jóias adornam a parte frontal de suas vestes. Com a música e com todas as coisas que eles falam e fa­zem, eles influenciam todo aquele ambiente. Eles pare­cem dar condições para o Senhor falar.

Vi uma espessa nuvem que cercava o grande trono, enquanto Deus falava ou proclamava alguma mensagem.

“Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões, e, diante do trono, ardem sete tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus.77

(Apocalipse 4:5)

Ondas de poder irradiavam-se da parte frontal do trono. No meio do trono, Deus todo-poderoso habita numa nuvem de glória.

Quando Deus falava, sua voz soava “como de muitas águas” (Apocalipse 14:2), mas eu podia entender cada pa­lavra que ele dizia. Num dado momento Deus falou sobre o sangue do seu Filho. Ele falou que o sangue do seu Filho tinha sido vertido por todas as pessoas da terra. Ele disse que o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, pode purificar-nos de todo pecado (1 João 1:7), e ele fez o seguinte convite:

“Quem tiver sede, venha; e quem quiser, beba de graça da água da vida.”

(Apocalipse 22:17 – NVI)

Deus disse que o sangue do seu Filho foi derramado para redimir os homens e as mulheres de seus pecados. Disse que valeu a pena o seu Filho ter sido crucificado para nos dar a vida eterna, e que o sangue do seu Filho pagou o preço para nos redimir.

“…no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça”

(Efésios 1:7)

“…em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados.”

(Colossenses 1:14-SBTB)

“..Jesus Cristo… que nos ama, e, pelo seu san­gue, nos libertou dos nossos pecados.”

(Apocalipse 1:5)

Quando eu estava no céu, era por demais excitante e emocionante ouvir a voz de Deus. Embora fosse poderosa-mente estrondosa, ela era agradável. Dava para entender tudo o que ele dizia.

Eu não parava de pensar: “Oh, Deus, como tu és belo! Tu preparaste todas as coisas. Tu fizeste todas as coisas para nós, Senhor! Nós não podemos nem mesmo imagi­nar as coisas que tens preparado para aqueles que o amam” (1 Coríntios 2:9).

O CÉU, UM LUGAR REAL

Lembro-me de ter pensado: “O céu é um lugar real. Estas pessoas são reais. Os anjos são reais. Tudo é muito lindo e real, e um dia vou herdar tudo isto, se continuar a servir ao Senhor.”

Falar do céu e do esplendor de Deus é uma alegria muito grande para mim. Agradeço a Deus de todo o cora­ção por poder servi-lo. Dou graças a Deus porque Jesus Cristo salvou a minha alma de um inferno maldito: “Obri­gada, Senhor, por ter nascido de novo e ter sido lavada no sangue do Rei, de quem sou filha, e por Jesus Cristo ser o meu Senhor!”

Se você ainda não nasceu de novo, você precisa ser salvo de seus pecados. Você precisa pedir para Jesus Cris­to entrar em seu coração e salvar a sua alma.

Acredite que ele é o Filho de Deus. Creia que Deus Pai o enviou para este mundo; que ele nasceu de Maria, que era virgem; e que ele é o santo Filho de Deus, enviado para nos remir do inferno. Acima de tudo, você precisa crer que Jesus pagou o único sacrifício válido pelos seus pecados, ao morrer na cruz.

Cap-Seis

O que Acontece com as Crianças

Quando neste mundo, Jesus falou sobre as criancinhas. Ele disse:

“Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus”

(Mateus 19:14).

Jesus também disse o seguinte:

“Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta crian­ça, esse é o maior no reino dos céus!”

(Mateus 18:3-4)

“Em verdade vos digo: Quem não receber o rei­no de Deus como uma criança de maneira ne­nhuma entrará nele.”

(Marcos 10:15)

“Qualquer que receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe; e qual­quer que a mim me receber, não recebe a mim, mas ao que me enviou”

(Marcos 9:37)

Também, no Antigo testamento, se diz:

“Narrai isto a vossos filhos, e vossos filhos o façam a seus filhos, e os filhos destes, à outra geração”

(Joel 1:3)

Essa região do céu a que vou me referir agora vai real­mente emocionar muita gente. Muitas pessoas não aprovam o que vou dizer, mas eu sei que isso me foi mostrado por Deus. Foi durante uma das minhas viagens ao céu.

Eu estava com aquele anjo grandioso, que tinha asas triangulares das cores do arco-íris. Ele usava vestes bran­cas, brilhantes, e seus cabelos eram como fios de ouro. Sua aparência era muito linda e gloriosa. Luz e poder es­tavam sobre ele.Então ele me disse:

— Venha ver a glória de Deus. Deus ordenou-me que lhe mostrasse o lugar para onde vão as crianças e o que lhes acontece quando morrem.

Quero esclarecer algumas coisas agora mesmo, an­tes de continuar. Quando o Senhor Jesus me mostrou o inferno, não vi nenhuma criança lá. Pelo que posso lem­brar-me, não havia crianças ou bebês no inferno.

Isso pode não concordar com o pensamento de algu­mas pessoas, mas vou contar-lhe o que o anjo do Senhor me mostrou do céu e do inferno quanto ao lugar para onde as crianças vão.

Eu estava louvando a Deus enquanto ia com o anjo. Estávamos numa parte bem alta da atmosfera quando paramos e o anjo disse:

— Há coisas que tenho de lhe mostrar.

LEMBRANDO-ME

Quando eu estava com o anjo do Senhor, muitas coi­sas aconteceram, das quais não me recordo agora. Não me foi permitido guardar certas coisas. Houve muitas experiências por que passei nas minhas viagens ao céu -coisas que me foram mostradas — de que eu não consigo mais me lembrar. Entretanto, o que me foi permitido guar­dar na memória é suficiente para motivar-me a contar-lhe mais sobre o céu!

Daniel compreendeu tudo o que viu em suas visões e sonhos. Porém, quando o Senhor me levou ao céus — Oh… Havia tanta glória e poder! Muitas das coisas que aconteceram não me foram explicadas, e somente fui levada para algumas regiões do céu. Para mim o lugar mais maravi­lhoso foi, sem dúvida, onde ficam os bebês e as criancinhas.

BEBÊS QUE NÃO NASCERAM

Quando o anjo de Deus disse: “Venha ver”, ele mo­veu uma das mãos no ar, e a visão de um hospital apare­ceu. Vi uma mulher tendo um bebê numa sala de parto. O anjo do Senhor me disse:

— Ela está tendo um aborto. O feto só tem três meses. Quando me dei conta do que via, dois belos anjos apareceram ao lado da cama da mulher. Em suas mãos havia o que parecia ser um cesto feito de mármore branco e pérolas. Foi uma das coisas mais belas que já vi. O cesto era aberto no centro e fechado pelos lados.

Os anjos estavam louvando a Deus. Dava para ouvi-los muito bem. Quando a mulher teve o aborto, o espírito daquele bebê, como um vapor, saiu daquele pequenino ser. Os anjos de Deus o pegaram e colocaram-no no cesto, fe­charam a tampa, e levantaram as mãos em direção do céu.

Os anjos começaram a glorificar ao Senhor. Eles acla­maram e exaltaram o Reis do reis e Senhor dos senhores, o Criador de todas as coisas do céu e da terra. Eles grita­ram: “A Deus seja a glória!”

Quando eles passaram por nós, eles me disseram mais uma vez:

— Venha ver.

Então retornamos ao céu, entrando por um dos por­tais. Oh! Acho que era a região mais bela do céu! Eu não tinha ainda estado deste lado do céu, nem passado por aquela entrada.

Lembro-me de ter ido com os anjos a um certo lugar. O anjo que vinha me acompanhando foi junto conosco. Subimos a uma altura tal que dava para ver o trono de novo, e pude ouvir os brados de louvor a Deus. Agora está­vamos nos aproximando pelo lado esquerdo do trono.

Lembro-me de estar indo naquela direção e de ter pensado: “Oh, Deus, como tu és lindo! Como tu és maravi­lhoso!” Os altos louvores a Deus e a glória e os brados de louvor estavam por toda a parte.

Como você sabe, as Sagradas Escrituras falam mui­to sobre os anjos. Aqui temos alguns exemplos:

“Bendizei ao Senhor, todos os seus anjos, valo­rosos em poder, que executais as suas ordens e lhe obedeceis à palavra.”

(Salmo 103:20)

“O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra.”

(Salmo 34:7)

“E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste, alva como a neve.”

(Mateus 28:2-3)

Jesus falou também que os anjos são os que levam ao céu:

“Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado.”

(Lucas 16:22)

ANJOS DE DEUS

Há muitas referências a anjos na Palavra do Se­nhor. Eu estava agora mesmo pensando como a Palavra de Deus testa as coisas vez após vez. Mas quando uma revelação é dada para alguém, ela lança mais luz, escla­recendo sempre.

O que se destaca no chamado que eu recebi de Deus são sonhos, visões e revelações. O meu testemunho é que eu sou apenas uma serva do Senhor, e que me alegro por contar esta visão sobre as crianças.

Oh, que glória nós vimos e que vozes de adoração ouvimos! Ao redor do trono havia relâmpagos, trovões e um arco-íris. Havia a imagem de um Homem dentro da nuvem de glória que cobria todo o trono.

Os anjos puseram o cesto que tinham trazido diante do trono e encurvaram-se. As pontas inferiores de suas asas ergueram-se. Gritos de “Glória!”, “Aleluia!” e “Lou­vado seja Deus!” ecoaram por todo o céu.

Novamente estávamos no que parecia ser uma imen­sa arena. Anjos enormes tocavam trombetas como se esti­vessem anunciando alguma coisa.

Bem, eu não vi Deus, mas eu o vi como Moisés o viu.(Veja Êxodo 33:17-23.) Então vi o cesto ser aberto pela mão que, tenho certeza, era a imagem da mão de Deus.

Amado leitor, ouça o que estou lhe dizendo: como eu gostaria que você tão somente pudesse ver a glória e o poder de Deus da forma como ele os revelou para mim! O poder de Deus era tão deslumbrante, tão belo e tão mara­vilhoso!

Eu vi aquela mão sair de dentro da nuvem e abrir o cesto. Ela tirou aquela pequena alma do cesto e a colocou no altar. Então vi que mãos começaram a trabalhar com aquela pequena criatura.

Quando a tarefa terminou e o que faziam se comple­tou, a mais bela e perfeita forma humana começou a apa­recer. Ela continuou a se desenvolver até tornar-se um menino, com uma formosura como eu nunca tinha visto.

SOB OS CUIDADOS DE DEUS

Não há defeitos nem sinais de pecado no céu. O tex­to sobre a criação de Adão veio à minha lembrança. Então o Senhor disse: “Não há imperfeições neste lugar. Tudo o que foi perdido com o primeiro Adão foi restaurado pelo segundo Adão.”

Creio com toda certeza que os únicos sinais de peca­do no céu são as cicatrizes nas mãos, nos pés e no corpo de Jesus. Isso será para lembrança, para todo o sempre, de que um dia o nosso abençoado Senhor pagou o preço da nossa redenção.

Então eu vi o que entendi ser a parte superior da cabeça de Deus: era como a lã (Apocalipse 1:14). Uma maravilhosa transformação ocorreu quando Deus assoprou naquele menino, tornando-o uma criatura perfeita.

Os anjos começaram a louvar a Deus. Enquanto eu observava essa poderosa manifestação do poder de Deus, todas as questões sobre o que acontece com bebês e crian­ças desapareceram completamente. Agora eu sei, e não tenho dúvida nenhuma, que eles estão nas mãos de Deus, e que se tornaram perfeitos!

Então o anjo e eu começamos a subir, cada vez mais alto, indo para um outro lado do céu. Chegamos a um lu­gar em que havia árvores frutíferas por toda a parte, com toda espécie de fruto nelas. Vi também flores de todo tipo.

Pude ver toda espécie de pássaros, alguns nunca vis­tos anteriormente. Oh, a beleza do céu é indescritível!

Dali subimos a uma grande altitude, numa outra região do céu. Ouvi então gritos de glória. Um anjo bem grande, que usava um manto longo e branco postava-se ao lado de um portal, atrás de uma mesa. Ele pegou um livro dourado que estava sobre a mesa e o entregou a um outro anjo.

O anjo que recebeu o livro abriu-o, e os raios de uma luz que brilhava e faiscava fluíram do mesmo, como se fossem clarões de um flash. Eram como milhares de fogos de artifício queimando ao mesmo tempo.

Então eu vi pais e familiares que começaram a an­dar de um lado para o outro e que se sentiam atraídos por certas pessoas. Eles começaram a gritar e a pular, dando saltos. Eu não estava entendendo o que se passava.

Então o anjo me disse:

— Esses amados estão reconhecendo os seus familiares.Os que tinham perdido membros, que tinham ficado paralíticos e aleijados, ou que haviam morrido prematu­ramente agora se achavam perfeitos. Eles tinham sido totalmente curados!

No céu você vai reconhecer todo mundo. Você vai se encontrar com Abraão, com Isaque e com Jacó. Você vai conhecer Moisés e todos os profetas. Você vai conhecer to­dos os discípulos do Novo Testamento.

Você vai conhecer cada pessoa no céu. Você conhece­rá como Deus o conhece (1 Coríntios 13:12). Você terá um conhecimento muito amplo.

Os anjos disseram-me:

— Venha. Passe por este portal.

Era o portal mais belo que eu tinha visto no céu. Tinha a aparência de um portão de jardim com madeiras ao seu redor, mas era feito com que parecia ser pedra esbranquiçada ou mármore. Belas flores o cercavam.

Passamos pelo portal e testemunhamos toda a ma­ravilhosa alegria da reunião de toda a família de Deus.

UMA REUNIÃO CELESTIAL

O rei Davi sabia muito bem que as almas dos infan­tes mortos prematuramente, qualquer que tenha sido a causa de sua morte, vão para o céu, onde os seus familia­res crentes os encontrarão um dia.

Quando o seu próprio filho, que tinha sido concebido fora do casamento, num relacionamento adulterino com Bate-Seba, morreu, Davi arrependeu-se sinceramente do seu pecado e teve certeza de que Deus o havia perdoado(Salmo 32:5). Porque Davi teve paz por saber que ele pas­saria a eternidade com Deus (veja Salmo 23:6) e que ele veria novamente o seu filho (2 Samuel 12:33), ele foi ca­paz de consolar Bate-Seba no seu pesar.

Veja aqui a narrativa bíblica do que aconteceu:

“Então, disse Davi a Natã:

— Pequei contra o Senhor.

Disse Natã a Davi:

— Também o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás. Mas, posto que com isto deste motivo a que blas­femassem os inimigos do Senhor, também o filho que te nasceu morrerá.

Buscou Davi a Deus pela criança; jejuou Davi e, vin­do, passou a noite prostrado em terra. Então, os anciãos da sua casa se achegaram a ele, para o levantar da terra; porém ele não quis e não comeu com eles. Ao sétimo dia, morreu a criança; e temiam os servos de Davi informá-lo de que a criança era morta, porque diziam: ‘Eis que, es­tando a criança ainda viva, lhe falávamos, porém não dava ouvidos à nossa voz; como, pois, lhe diremos que a criança é morta? Porque mais se afligirá.’

Viu, porém, Davi que seus servos cochichavam uns com os outros e entendeu que a criança era morta, pelo que disse aos seus servos:

— É morta a criança? Eles responderam:

— Morreu.

Então, Davi se levantou da terra; lavou-se, ungiu-se, mudou de vestes, entrou na Casa do Senhor e adorou;depois, veio para sua casa e pediu pão; puseram-no dian­te dele, e ele comeu. Disseram-lhe seus servos:

— Que é isto que fizeste? Pela criança viva jejuaste e choraste; porém, depois que ela morreu, te levantaste e comeste pão.

Respondeu ele:

— Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: ‘Quem sabe o Senhor se compadecerá de mim, e continuará viva a criança?’ Porém, agora que é morta, por que jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim.

Então, Davi veio a Bate-Seba, consolou-a e se deitou com ela; teve ela um filho a quem Davi deu o nome de Salomão; e o Senhor o amou.” (2 Samuel 12:13-14, 16-24)

Um anjo do Senhor me disse:

— Desde o momento em que foi concebido, um bebê já é uma alma eterna. Se um feto é abortado, de forma natu­ral ou não, ou se por alguma razão morre, Deus sabe de tudo o que acontece. E ele já deu ordem a seus anjos para que cuidem daquela alma.

O anjo continuou:

— Nós levamos a sua alma para o céu, e então Deus completa a sua formação. Não importa se um bebê foi abor­tado de propósito ou se morreu naturalmente. Ele será moldado e formado até a perfeição pela poderosa mão de Deus.

Disse ele ainda:

— Se os pais dessa criança viverem retamente em Jesus Cristo, quando forem para o céu reunir-se-ão com ela e conhecerão os seus queridos. Eles se encontrarão nos portais da glória!

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